Para visualizar em tela cheia, tecle F11

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

    Outro dia foi o aniversário da partida de uma senhora  por muitos conhecida e muito querida.

     Algum tempo antes, chegando de uma das dezenas de consultas que já

fizera, ela disse aos familiares:

     - Pedi franqueza à junta médica que me examinou.  Pedi-lhes que não

me poupassem de saber a verdade sobre o meu estado de saúde. Eu sinto

que me resta pouco tempo.

 

Diante dos olhares ansiosos, ela continuou:

 

      - Eles me revelaram que sou portadora de uma moléstia incurável e que minha previsão de vida é de aproximadamente 4 meses.

 

       "E a senhora nos conta isto com essa naturalidade, perguntou uma das filhas, em prantos."

 

         Continuou a senhora, com muita serenidade:

        -Ora, eu tenho um bom tempo para fazer tudo o que já devia ter feito há muito.

         -Arrumarei todos os meus armários, guardarei o que realmente uso e

o resto jogarei fora ou doarei a quem precisa.

        -Colocarei belas cortinas em todas as janelas e elas me impedirão de ficar olhando a vida alheia.

       - Todos os dias tirarei o pó da casa e durante esse trabalho pensarei:

         "Estou me livrando das sujeiras que guardei do passado".

      - Evitarei ouvir e assistir más notícias e alimentarei o meu espírito com leituras saudáveis, conversas amigáveis, dispensarei fofocas e não criticarei

a mais ninguém.

     - Pensarei naqueles que já me magoaram e, com sinceridade, os perdoarei.

       - Todas as manhãs, ao acordar, perguntarei a mim mesma:

        "O que posso fazer para tornar o dia de hoje um dia melhor?" E farei de tudo para transmitir felicidade àqueles que de mim se aproximarem.

        E, a cada dia que passar farei pelo menos uma boa ação.

 

       Quatro meses são mais de 120 dias, portanto, quando eu fechar os olhos para nunca mais abrí-los, eu terei feito no mínimo 120 boas ações.

 

        Todos que a ouviam, pouco a pouco se retiraram dali, indo cada um para um canto, para chorar sozinho.

 

        A mulher ali ficou e nos seus olhos havia um brilho de alegria. Pensava consigo mesma:

       "Não posso curar o meu corpo, mas posso mudar a vida que me resta."

         

         Ela tinha uma grande tarefa: transformar seu mundo interior, tornar-se uma pessoa totalmente diferente do que já fora - em apenas 4 meses - e conseguiu cumprí-la plenamente.

 

        Outro dia foi o aniversário da partida dessa senhora. O mais curioso desta história é que, após a notícia dada aos familiares, ela viveu mais 23 anos.

 

Ela curou a sua própria alma e sua moléstia

desapareceu: ela morreu de velhice.

 

 

Todos os Direitos Reservados

 

 

Atualizada em 22/07/2010

 

Respeite os

Direitos Autorais

Amor & Sonhos