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Quando um poeta se cala

Para sempre e deixa a vida,

Ouve-se a voz dolorida

De um verso levado à vala.

 

E uma poesia perdida.

Vê-se na estrada, sem mala

Para guardar o que fala

E o que sente - sem guarida.

 

Quando um poeta nos deixa,

Fica uma brecha, uma queixa,

Resta um adeus sem acenos.

 

O mundo fica mais triste,

E o céu em dizer persiste

Que é Deus nos falando menos.

 

Extraído do livro "Poesia, Melhor Não Ler"
Direitos Autorais Protegidos
Copyright ©2000

Publicada com autorização da Autora

 

 

 

Atualizado em 22/07/2010