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Noite escura

sem luar

nas mãos

o escorrer do mar

a lamentar desejos

das profundezas

do verdejar dos campos.

Profunda solidão

inocente lembrança

renasce a criança

ainda pura

com castelos no deserto

de alma perplexa

a procurar no desvão

uma recordação qualquer.

 

Não pode ser um dèjá-vu

lampejo de memória

uma paisagem espúria

sem cores

para onde os campos?

Um oceano

sem bruma

um rio

mudo

um céu

negro.

 

 

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12/10/2003