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Não me lamento sendo assim:
pleno de raízes.
Nem por abrigar em mim
a timidez dos aprendizes.

Admiro aquele que não tem amarras,
o que se deixa ir, levado pelo vento,
o que navega bem além das barras.

Gosto daquele que se lança de uma vez,
peito aberto,
liberto do quem sabe e do talvez.

Sou assim, porém:
não vou além do meu limite.

Talvez em mim habite
alguém capaz de voar sem asa,
de caminhar sem apressar o passo,
de encontrar na própria casa
o seu mar, o seu caminho, o seu espaço.

 
     
 

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17/08/2007

Atualizada em 23/07/2010