Aproxima-se o ocaso...
O brilho do Astro ainda é visível,
mas há sinais de crepúsculo no céu...
O meu corpo, cansado, denuncia...

Ao Sol se pôr,
espero mais que pensamentos ao léu.
Quero experimentar a lucidez do forte,
saber sempre onde fica o meu norte.
Preciso conservar a capacidade
de indignar-me ante as humanas vilezas,
e, mesmo assim, jamais perder a leveza,
própria de quem já sofreu intempéries
e sabe que é preciso vencê-las...
para prosseguir.

Quero rastros de minha história no caminho,
quando que eu partir.

Quero ser alguém
que viu passarem as primaveras...
E a elas se integrou.
Viu cobrirem-se os muros de eras...
E não se acomodou.
Quero respeito pela minha opinião...
Ou decisão.
Pelo que eu sentir. Pelo que eu quiser fazer.

Ao cair do Sol no horizonte, eu quero paz...
Não quero solidão, mas quero silêncio,
silêncio absoluto para ouvir
o canto do envelhecer!

 
 

 
 

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13/08/2010