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Nunca eu tivera querido 

dizer palavra tão louca: 

bateu-me o vento na boca 

e depois no teu ouvido. 

 

 

Levou somente a palavra, 

deixou ficar o sentido. 

 

 

O sentido está guardado 

no rosto com que te miro, 

neste perdido suspiro 

que te segue alucinado, 

no meu sorriso suspenso 

como um beijo malogrado. 

 

 

Nunca ninguém viu ninguém 

Que o amor pusesse tão triste. 

Essa tristeza não viste, 

e eu sei que ela se vê bem... 

Só se aquele mesmo vento 

fechou teus olhos, também...

 

 

 

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Atualizada em 10/07/2010