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Flores azuis, e tão azuis! aquelas

Que numa volta do caminho havia,

Lá para o fim do campo, onde em singelas

Brancas boninas o sertão se abria.

 

A ramagem viçosa, alta e sombria,

Presa, que azuis e vívidas e belas!

Um coro surdo e múrmuro zumbia

De asas de toda espécie em torno delas.

 

Nesses dias azuis ali vividos,

Elas azuis, azuis sempre lá estavam,

Azuis do azul dos céus de azul vestidos,

 

Tão azuis, que essa idade há muito é finda.

Como findos os sonhos que a encantavam,

E eu do tempo através vejo-as ainda!

 

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Atualizada em 11/07/2010